Viu o crescimento da indústria em dezembro? Esqueça. Automóveis caem outra vez, e forte

Por Fernando Brito, Tijolaço

Na coluna de Lauro Jardim, Guilherme Amado dá os números da indústria automobilística em janeiro.

Caiu 28% em relação a dezembro (143,5 mil veículos leves ante 199 mil no último mês de 2016). Mesmo comparando a janeiro do ano passado, que havia sido um desastre, com 145,2 mil veículos, contra mais de 203 mil em janeiro de 2015  e 237,5 em janeiro de 2014.

O setor havia sido a locomotiva do crescimento da indústria em dezembro, divulgado hoje pelo IBGE, com quase 20% de expansão sobre o mês anterior.

Mas o panorama é sombrio em outros setores, também.  O  Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), elaborado pela consultoria Markit, divulgado hoje pelo Valor, atingiu em janeiro o menor nível em sete meses, caindo de 45,2 em dezembro para 44 no mês passado.

A queda ocorreu em todos os quesitos da pesquisa: novas encomendas domésticas e internacionais, produção, compras de insumos, estoques e emprego. O recuo também ocorreu nos três segmentos acompanhados: bens de consumo, bens intermediário e bens de capital. Ao mesmo tempo,  os custos dos insumos atingiram máxima de cinco meses. As novas encomendas caíram à maior taxa desde maio passado e com isso as fábricas reduziram a produção pelo 24º mês consecutivo. A taxa de redução foi a maior desde maio. A queda dos pedidos internos foi observada principalmente na categoria de bens de consumo. No caso dos pedidos de exportação, o maior recuo ocorreu nos bens de capital. Esta foi também a categoria onde houve o maior número de demissões em janeiro.

O fundo do poço ainda não chegou.

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