Temer admite fracasso, elogia seus investigados e debocha do Fora Temer

Rejeitado por 92% dos brasileiros e responsável pelo maior desemprego da história do País, Michel Temer admitiu, em entrevista publicada neste domingo, seu próprio fracasso, ao dizer que o emprego será a medida do seu sucesso; na entrevista, ele também demonstrou viver numa espécie de universo paralelo, ao debochar do Fora Temer – a única coisa que realmente uniu o Brasil desde o golpe de 2016; “De vez em quando eu vejo com satisfação que uma ou outra pessoa ergue uma faixinha e se perde na multidão”, afirmou; sobre seus nove ministros investigados na Lava Jato, ele disse que o custo-benefício compensa; “Aqui tem pessoas mencionadas que são da melhor qualificação administrativa, prestam um serviço extraordinário”, afirmou

Do Brasil 247

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada neste domingo, Michel Temer, que completou um ano de golpe na última sexta-feira, admitiu seu próprio fracasso, ao definir como medida de seu eventual sucesso a questão do emprego.

“O meu principal objetivo é combater o desemprego. Se não conseguir, aí sim você pode dizer que o governo não deu certo. Não é por causa da Previdência”, disse ele.

Como o Brasil saiu do pleno emprego, ao fim de 2014, último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, para o maior desemprego da história, com 14,2 milhões de pessoas sem ocupação, Temer é um fracasso, segundo suas próprias palavras.

Em 2015, o desemprego começou a crescer quando Eduardo Cunha, antigo parceiro de Temer, se aliou a Aécio Neves para promover o “quanto pior, melhor”, criando as condições para o golpe. Nos últimos doze meses, de 12 de maio de 2016 até hoje, a responsabilidade é toda de Temer, que não reverteu o desastre e aprofundou a depressão econômica.

Leia::  Juiz derruba censura de Temer e Marcela

Na entrevista, Temer sinaliza não ter votos para aprovar sua reforma da Previdência. “Se não aprovar a Previdência, vamos ter soluções, o Brasil não vai parar por causa disso. O que vai acontecer é que daqui a dois, três anos, vai ter de fazer uma reforma. Não há dúvida”, diz ele.

Depois dessa votação, ele disse que sua meta é começar a viajar. “Outra coisa que quero é viajar um pouco para tentar trazer investimentos, incentivar o investimento estrangeiro no nosso País”, afirmou.

Temer falou também sobre ser rejeitado por 92% dos brasileiros, que veem o Brasil no rumo errado, e ser o ocupante do Palácio do Planalto com a maior rejeição em todos os tempos. “Veja que até caiu um pouco a minha popularidade depois do lançamento das reformas trabalhista e previdenciária. Na da Previdência dizem que agora o Temer quer acabar com os aposentados, tirar a comida das nossas bocas. Tem essa pregação que torna o governo impopular. Eu nunca jogo com o presente, jogo com o futuro.”

Ele também admitiu que poderá ser um peso para os próprios aliados nas eleições de 2018. “Se eu estiver bem, é claro que todos virão me procurar em busca de apoio. Se estiver mal, ninguém vai querer se aproximar. Não é assim a vida?”

Temer também defendeu seus nove ministros investigados na Lava Jato – situação que não o atinge apenas por o procurador-geral Rodrigo Janot decidiu blindá-lo. “Aqui tem pessoas mencionadas que são da melhor qualificação administrativa, prestam um serviço extraordinário. É um custo-benefício que compensa”, afirma.

Por fim, ele debochou do Fora Temer, que é o desejo de praticamente todos os brasileiros. “De vez em quando eu vejo com satisfação que uma ou outra pessoa ergue uma faixinha e se perde na multidão”, afirmou.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *