Tasso admite que delação de Cunha liquida Temer e defende Maia

Num cenário em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ganha cada vez mais evidência como provável substituto de Michel Temer, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou nesta quinta-feira 6 que o governo “caminha para a ingovernabilidade”, assim como avalia que ocorreu com Dilma Rousseff pouco antes do impeachment; se Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fizer delação, “não tem o que discutir mais”, avalia; para o tucano, há “várias opções” de nomes para a “travessia”, caso Temer caia; “Se vier um afastamento pela Câmara, ele (Maia) é presidente por seis meses. Se Temer renunciasse já seria diferente, mas, se passar a licença para a denúncia, aí ele (Maia) é presidente por seis meses e tem condições de fazer, até pelo cargo que possui na Câmara, de juntar os partidos ao redor com um mínimo de estabilidade para o País”

Do Brasil 247

Em meio a conversas que citam cada vez mais o nome do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como substituto de Michel Temer, e que dizem até que o deputado já encomendou seu terno para a posse, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou nesta quinta-feira 6 que o governo “caminha para a ingovernabilidade”.

O tucano avalia que o cenário atual está parecido com o que antecedeu o processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder. Se Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fizer delação premiada, acredita, “não tem o que discutir mais”.

“Se vier essa delação não sei nem quem vai ser citado, quem não vai ser, mas vai ser um semestre terrível para nós”, disse. “Não dá para viver cada semana uma nova crise. Está na hora de buscar alguma estabilidade”, acrescentou.

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Para o tucano, há “várias opções” de nomes para a “travessia”, numa possível sucessão de Temer. Segundo ele, “tem que ser alguém que dê governabilidade” para o País até a eleição de 2018. “Isso não é algo difícil de se encontrar”, afirma.

“Se vier um afastamento pela Câmara, ele (Maia) é presidente por seis meses. Se Temer renunciasse já seria diferente, mas, se passar a licença para a denúncia, aí ele (Maia) é presidente por seis meses e tem condições de fazer, até pelo cargo que possui na Câmara, de juntar os partidos ao redor com um mínimo de estabilidade para o País”, opina.

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