Serraglio recebeu propina do “grande chefe”?

por Alex Solnik, Brasil 247

Essa história da carne fraca está apenas começando.

Ainda tem muito segredo para revelar.

O que se sabe até agora é que 33 fiscais do Ministério da Agricultura do Paraná, nomeados por deputados federais concediam o selo de qualidade aos frigoríficos em troca de propina que dividiam com seus padrinhos.

Sem fiscalizar porcaria nenhuma.

O que se sabe até agora é que o chefe dos fiscais corruptos, Daniel Gonçalves Filho, foi flagrado em grampo da PF em conversa com o atual ministro da Justiça e então deputado federal Osmar Serraglio, eleito em campanha financiada pelo agronegócio, que o chamou de “grande chefe” e pediu para verificar o que havia em relação a um frigorífico chamado Larissa – agora denunciado pela PF.

Hoje, a coluna do jornalista Josias de Souza relata episódio em que Serraglio defendeu enfaticamente a permanência do apadrinhado quando a então ministra da Agricultura Kátia Abreu, ainda no governo Dilma, quis demiti-lo.

Apesar da discordância de Serraglio, que não mudou de posição nem mesmo depois de ler o relatório em que o sujeito era acusado de proteger um colega que praticava ilícitos, Kátia o mandou embora.

Mas ele voltou com o ministro de Temer, Blairo Maggi, provavelmente com o apoio de Serraglio.

Algumas perguntas insistem em não se calar.

Por que Serraglio defendeu com unhas e dentes a manutenção do “grande chefe” no ministério e apoiou a sua recondução?

Serraglio sabia que o “grande chefe” mandava liberar carne estragada?

Se os fiscais recebiam propina dos frigoríficos e a repassavam aos políticos que os indicaram, Serraglio recebeu propina do “grande chefe”?

Convém manter no Ministério da Justiça alguém que protegeu o chefe dos fiscais corruptos que liberavam carne estragada para a população brasileira e mundial?

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E – last but not least – por que a PF não investiga de que “carne” são feitos os hamburgers do McDonald’s?

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