São Paulo fica sem ônibus, metrô e trens em dia de protesto

Da Folha de S. Paulo

Várias cidades do país registram protestos nesta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer. Os atos foram convocados por sindicatos e movimentos sociais de esquerda.

Na capital paulista, todas as linhas de metrô, com exceção da 4-amarela, estão paradas, assim como todas as linhas da CPTM e de ônibus. Segundo a SPTrans, apenas o sistema local, que corresponde às linhas que atendem os bairros, estão operando. A suspensão dos transportes acontece mesmo depois de decisão da Justiça contrária à ela.

Há ainda bloqueios em estradas e em várias vias de São Paulo. Com isso, o trânsito está acima da média desde o final da madrugada. Por volta das 6h40, eram 70 km de congestionamento, o que corresponde a 8,1% dos 868 km de vias monitoradas. A pior via era a Radial Leste, com 8 km de lentidão.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) suspendeu o rodízio de veículos nesta sexta, assim como a Zona Azul. Os corredores de ônibus também estão liberados para o tráfego de táxis –com ou sem passageiros–, ônibus e veículos de passeio com ao menos dois passageiros. Os carros também vão poder circular nas faixas exclusivas para ônibus.

Os aeroviários também anunciaram paralisação, mas não há registro de problemas nos aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e de Cumbica, em Guarulhos (na Grande SP). Na madrugada, um movimento ligado aos sem-teto chegou a fechar a rodovia Helio Smidt, que leva a Cumbica, liberado após confronto com a polícia.

Outras categorias que devem participar da greve em São Paulo são os professores das redes pública e particular, bancários, metalúrgicos e motoboys. Funcionários dos Correios decidiram entrar em greve nesta quarta-feira (26) por tempo indeterminado.

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