Recuos de Temer na Previdência não melhoram falta de votos

por Fernando Brito, Tijolaço

Se Michel Temer esperava que, com a divulgação – ainda imprecisa – de que aceita recuar em pelo menos cinco pontos de sua malsinada proposta de reforma previdenciária, fosse melhorar o panorama na Câmara dos Deputados, deve estar de cabelos em pé.

De ontem para hoje, quando foi anunciado o recuo e o Estadão começou a publicar seu “Placar da Previdência”, o “não” ao projeto do Governo.

Os 242 contrários subiram a 271 e os favoráveis – com as ressalvas que Temer, em parte, aceitar – ficaram nos mesmo 97.

Isso que dizer que se todos os que estão se escafedendo de responder à enquete e identificar seu voto e todos os que se dizem indecisos votarem com o governo, ainda assim faltariam 66 votos para que a proposta fosse aprovada, pois basta que não alcance 308 votos para cair.

Mesmo que alguns votos “não” possam ser uma forma de buscar um “agrado” do Planalto, o número é muito alto e tende a aumentar, à medida em que vai ficando claro que é muito difícil que “passe” a medida.

A tendência é que ainda piore e obrigue a estender as concessões. O Estadão registrou à tarde que os votos não cresciam, mas crescem tão rápido que os números da matéria já ficaram desatualizados.

Agora que o Governo cedeu em bloco, claro que a pressão vai aumentar para que ceda mais ainda.

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