Professores fazem manifestação em SP e anunciam greve para o dia 15

08.mar.2017 – Professores das redes municipal e estadual de ensino fazem manifestação na avenida Paulista, em São Paulo

por Mirthyani Bezerra, UOL

Profissionais das redes municipal e estadual de ensino fecham a faixa do sentido Consolação da avenida Paulista na tarde desta quarta-feira (8), em São Paulo, em ato contra a reforma da previdência proposta pelo governo Temer. Os trabalhadores municipais estavam concentrados na praça Oswaldo Cruz, no Paraíso, e se encontram na Paulista com os estaduais, que estavam no Masp.

Os manifestantes seguirão pela avenida Brigadeiro Luís Antonio, em direção ao viaduto Maria Paula, rumo à praça da Sé, onde acontece um ato alusivo ao Dia Internacional de Luta pelo Direito das Mulheres.

“Escolhemos esse dia para fazer o nosso ato porque 92% dos profissionais que trabalham na rede municipal são mulheres. Elas serão as mais prejudicadas pela reforma da previdência que vai aumentar o tempo de contribuição e diminuir a idade mínima para a aposentadoria”, afirmou Cláudio Fonseca, presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais de Educação do Ensino Municipal de São Paulo).

Greve geral marcada para o dia 15

Em assembleia realizada instantes antes do início do ato alusivo ao Dia Internacional de Luta pelo Direito das Mulheres, os profissionais aprovaram o início de uma greve na educação na rede municipal de São Paulo para o dia 15 de março.

A assembleia na Paulista é apenas uma das que estão acontecendo nos 26 Estados da Federação e Distrito Federal, segundo a CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação). Cleiton Gomes da Silva, representante da CNTE no ato, afirmou que profissionais da educação decidiram que vão parar suas atividades na próxima quarta-feira em protesto contra a proposta de reforma da previdência do governo Michel Temer.

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“Nos 26 Estados e Distrito Federal, os trabalhadores em assembleia decidiram deflagrar greve a partir da próxima quarta-feira. Vamos nos unir às demais categorias que também paralisarão nesta data e que estão sendo mobilizadas pela CUT (Central Única de Trabalhadores)”, disse.

Segundo ele, é inadmissível que um professor continue dando aulas em salas lotadas mesmo tendo 65 anos. “A reforma quer acabar com a aposentadoria especial aos 50 anos. Além disso, o professor que se aposentar aos 65 anos só vai receber 50% da média salarial. Para receber os 100%, ele vai ter que se aposentar compulsoriamente aos 75 anos. Não podemos deixar que isso aconteça”, disse.

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