Plenário rejeita urgência do projeto que rasga CLT

Da Agência Câmara –

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, o requerimento de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). Eram necessários 257 votos favoráveis, mas o requerimento obteve apenas 230 votos e 163 contrários.

Após a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a sessão e convocou outra para logo em seguida. Em pauta, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17, sobre a recuperação fiscal dos estados endividados.

A votação da urgência à proposta de reforma trabalhista divide opiniões em Plenário. Relator do projeto, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) defendeu a medida. “Temos um marco de 1943 e agora vemos a oportunidade de colocar a lei no espírito do seu tempo”, disse.

Entre as medidas previstas na proposta (PL 6787/16) está a validação dos acordos coletivos.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) criticou a votação. “O presidente Temer tenta desviar o foco do escândalo da Odebrecht para uma pauta supostamente positiva. Quer fingir que está tudo bem. E os trabalhadores vão perder direitos”, afirmou.

Quem também criticou a medida foi o deputado Afonso Motta (PDT-RS). “Essa urgência fere os princípios do bom debate, especialmente em uma matéria desta relevância”, declarou.

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