Os “registros” de Léo Pinheiro continuam sem provar nada

por Fernando Brito, Tijolaço

Léo Pinheiro entregou a Sérgio Moro o que a Veja chama de “provas” de que o triplex do Guarujá.

Meras anotações de audiências que teve com o ex-presidente, prova de coisa alguma.

Para “reforçar”, mostra e-mails onde surge outra questão interessante. A resposta à pergunta do

Porque entregar só agora os registros, depois de encerrada a fase probatória  e marcada a data para as alegações finais?

Afinal, Léo Pinheiro depôs a Sérgio Moro no dia 20 de abril, portanto há 21 dias. É preciso todo este tempo para copiar uma agenda eletrônica, ainda mais dentro dos computadores da própria OAS, sobre as quais não há qualquer controle de terceiros? Nas mensagens fica claro que o servidor de e-mails é da própria  empresa, não de um provedor externo, tipo Gmail, Yahoo, etc..

E se o servidor é meu, faço o que quiser com datas e conteúdos.

Ainda que tudo seja veraz, é inegavelmente impreciso. Afronta o princípio da materialidade que o direito penal está obrigado.

Ou estava, na era pré-Moro.

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