O Frankestein do Judiciário

por Fernando Brito, Tijolaço

O sistema judicial brasileiro, ao despir-se de suas tradições de serenidade e zelo pelas garantias individuais, parece que se sente em seu momento de glória.

Hoje, num ato falho, o inefável Carlos Alberto Sardemberg, apresentando os destaques do jornal da CBN durante os últimos dias, disse que “o Supremo Tribunal Federal brilhou”, certamente por ter referendado os atos arbitrários de Sérgio Moro. Em seguida, tentou diminuir a “bandeira”, dizendo que o “brilhou” era apenas no sentido de ter atraído a atenção pública.

Não foi o único na “opinião publicada”que o fez. Aplaude-se o que seria a “prova” de que a “lei é para todos”, sem um pingo de vergonha de fingirem que nem é lei, nem para todos é, mas apenas para Lula e para quem possa.

O resultado desta ofensiva judicial sobre a política é a iminência de cairmos sob o domínio de um governante assumidamente autoritário, violento e estimulador da “justiça com as próprias mãos”.

Que é evidente, como o monstro que ficou conhecido com o nome de seu criador: Frankenstein, vai se voltar contra aquele que o criou.

 

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