O Brasil que foi ao Sul, o Brasil que foi a Davos

por Fernando Brito, Tijolaço

Há algo no noticiário de hoje que, não dito em lugar algum, é evidente a um simples olhar.

Lá em Davos, na Suíça, onde se reúne o Fórum Econômico Mundial, a Internacional Capitalista, Henrique Meirelles diz que os investidores estrangeiros pedem  “o tempo todo e sem parar” que  ele se candidate à Presidência.

João Doria, feliz de estar fora da São Paulo que se aflige com a febre amarela, mente dizendo que quer “enterrar Lula” com o ex-presidente podendo ser candidato.

Lá, prometem um Brasil manso e obediente, uma vaquinha amarrada ao tronco e peada para não escoicear aqueles que a vierem ordenhar.

Aqui, ao contrário, há um outro Brasil no qual o que se promete não é paz, mas frustração.

Um Brasil onde se acirram os extremos e crescem apenas Lula e Bolsonaro, mais aquele do que este, mas sem dúvida  só ambos.

O primeiro, cresce nas ruas e nas pessoas; o segundo, no mundo virtual, exponenciando o ódio e, incapaz de mobilizações reais – acabou a temporada “coxinha” agora que a classe média toma em seu lombo aquilo que plantou -. ativíssima nas redes, parecendo, pela grosseria agressiva, bem maior do que é, no mundo real.

Mas o que se acha é que aquele Brasil de Davos pode se impor e que a rua cheia da foto de hoje em Porto Alegre se diluirá, num passe de mágica, com um papel timbrado da Justiça, com o qual contam.

O papel, talvez, possa não vir. Mas a rua, e o que elas expressam, têm mais realidade que um “publique-se, registre-se e intime-se”,

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