Novo aumento dos combustíveis, a resposta da Petrobras aos caminhoneiros

por Fernando Brito, Tijolaço

No dia em que recomeçam – alô, coxinhas, isso não era ótimo há dois anos? – os bloqueios de rodovias por caminhoneiros dizendo que o preço do diesel inviabiliza o mercado de fretes rodoviários, a Petrobras anuncia um novo aumento do diesel e da gasolina: 0,97% para o primeiro e 0,9% para a segunda.

Nenhuma surpresa, pois faz seis dias úteis que a empresa anuncia um reajuste a cada 24 horas para os combustíveis.

Desde o ínício desta política de preços, contabiliza o Valor, Desde o início do formato, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 58,76% e o do diesel, valorização de 59,32%.

Nas bombas, um pouco menos, porque a queda no consumo é evidente, nos postos de gasolina vazios e até na redução dos engarrafamentos de trânsito.

A classe média paga o preço de suas bravatas golpistas e agora só, porque os comentaristas econômicos dos grandes jornais só fazem saudar o “realismo” do preço, os ganhos dos acionistas da empresa e dizer que isso não influencia na inflação.

Não, o que influencia a inflação, para baixo, é a queda da demanda provocada pelo depauperamento da renda do trabalho.

Mas tudo está bem, porque a Justiça, agora, já dá ordens para desocuparem as pistas em poucas horas, não mais em dias e depois de um caos no abastecimento, como já fez na BR-040, ainda fechada na BR-040 na altura de Esmeraldas (km 496), Conselheiro Lafaiete (km 627) e Barbacena (km 700), em Minas.

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