Ministro de Temer é acusado de levar propina de R$ 7 mi da Odebrecht

O ministro do Desenvolvimento, o bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal, recebeu R$ 7 milhões da Odebrecht para vender o apoio do PRB à chapa Dilma-Temer, em 2014; o acerto foi revelado nas delações de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Fernando Cunha; depois de apoiar a reeleição, Pereira rompeu com o governo Dilma e aderiu ao golpe parlamentar de 2016, ganhando, como contrapartida, o ministério do Desenvolvimento, mesmo sem ter qualquer afinidade com a área econômica ou industrial; com a revelação deste fim de semana, Pereira passa a ser mais um ministro delatado pela Odebrecht, numa lista que inclui ainda nomes como Eliseu Padilha, Moreira Franco e José Serra, além do próprio Temer

Brasil 247

Mais um ministro de Michel Temer caiu na lista da Odebrecht. Trata-se do bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal, que recebeu R$ 7 milhões da Odebrecht para vender o apoio do PRB à chapa Dilma-Temer, em 2014.

O acerto foi revelado nas delações de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Fernando Cunha, segundo reportagem de David Friedlander e Andreza Matais.

Depois de apoiar a reeleição, Pereira rompeu com o governo Dilma e aderiu ao golpe parlamentar de 2016, ganhando, como contrapartida, o ministério do Desenvolvimento, mesmo sem ter qualquer afinidade com a área econômica ou industrial.

Com a revelação deste fim de semana, Pereira passa a ser mais um ministro delatado pela Odebrecht, numa lista que inclui ainda nomes como Eliseu Padilha (R$ 4 milhões em espécie), Moreira Franco (propinas nas concessões de aeroportos) e José Serra (R$ 23 milhões na Suíça), além do próprio Temer (pedido de R$ 11 milhões no Jaburu).

Agora, basta Pereira ser denunciado por Rodrigo Janot para que ele seja demitido por Michel Temer – o que seria um favor à indústria nacional, que já dá sinais de ter se arrependido do golpe, em especial depois das mudanças nas políticas de conteúdo nacional no setor de petróleo.

Leia::  Fachin nega catimba de Temer e diz que ele, se quiser, pode não responder

Pereira, no entanto, rebateu as afirmações dos delatores. “Eu desconheço essa operação. Comigo não foi tratado nada disso”, disse. “Delação não é prova.”

Os relatos de que houve compra de apoio partidário para a campanha Dilma-Temer poderão ser analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga abuso de poder político e econômico na campanha. Ou seja: esta nova denúncia pode favorecer a cassação de Temer.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *