Maria do Rosário nunca me ofereceu nada, diz delator da Odebrecht

por Jornal GGN
Em depoimento aos procuradores da Lava Jato, o delator Alexandrino Alencar disse que Maria do Rosário e Vicente Cândido, ambos deputados do PT, receberam doações eleitorais não registradas pois a Odebrecht entendeu que era a “única opção”. Isso porque, à época dos repasses, a empreiteira já tinha feito doações oficiais no limite imposto pela Justiça Eleitoral.
Maria do Rosário e Vicente Cândido receberam respectivamente R$ 150 mil e R$ 50 mil. Alencar disse à Lava Jato que nenhum dos dois ofereceu qualquer contrapartida à Odebrecht pelas doações, tendo sido contemplados por interesses da empreiteira.
No caso de Maria do Rosário, ele disse que a Odebrecht, por outro lado, se interessou pelo trabalho da petista como Secretária de Direitos Humanos do governo Dilma Rousseff, e levou o programa do governo para obras no interior do Maranhão. Mas não houve qualquer ilicitude nisso, apontou.
Alencar disse que conheceu os dois deputados em meados de 2008. Maria do Rosário era uma liderança em ascensão em Porto Alegre e Cândido, de São Paulo, tinha ligações com o “futebol”. O delator disse que ambos estavam cientes de que o repasse seria via caixa 2, mas não soube dizer como os pagamentos foram executados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.
Maria do Rosário e Vicente Cândido aparecem na chamada lista de Fachin, em meio a uma centena de políticos acusados igualmente de caixa 2 ou de crimes mais graves, como corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que movimentaram, em alguns casos, mais de R$ 5 milhões. Eles serão investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal.

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