Greve geral: Ônibus e trens não funcionam em SP… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/04/28/greve-geral-sao-paulo-amanhece-sem-trens-metro-e-onibus-rodizio-esta-suspenso.htm?cmpid=copiaecola

Do UOL

Ônibus e trens não operam e o metrô funciona parcialmente neste início de sexta-feira (28) na capital paulista em razão da greve geral convocada para todo o país. O rodízio municipal de veículos está suspenso.

No Metrô, apenas a linha 4-Amarela, operada pela empresa privada ViaQuatro e que liga as estações Luz e Butantã, está funcionando normalmente. Não há, porém, integração com as demais linhas vermelha e verde do Metrô e com a CPTM.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) informa que a circulação de trens em todas as suas linhas (7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira) está interrompida desde às 4h, quando normalmente os trens começam a circular. À rádio BandNews FM, o superintendente da CPTM, Sérgio de Carvalho, disse que não há expectativa de as linhas voltem a funcionar em algum movimento do dia. Além disso, a operação Paese também não foi pôde ser colocada em operação por falta de funcionários.

Na próxima meia hora, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, e outros sindicalistas devem se reunir com motoristas e cobradores na garagem de ônibus VIP Águia de Haia, em São Paulo, em assembleia. “É uma garagem com 2.000 trabalhadores. Vamos dar início aqui aos nossos trabalhos e, em seguida, dispensar o pessoal”, disse Paulinho que, juntamente com sua equipe, percorrerá outras garagens na sequência para reforçar o movimento.

Os protestos, marcados para ocorrerem ao longo do dia, também já tiveram início. Manifestantes chegaram a bloquear a Rodovia Helio Smidt, no acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas a via já foi liberada. Eles atearam fogo em pneus, aos gritos de “Povo sem medo de lutar” e “Fora, Temer”. A Polícia Militar foi chamada e dispersou os manifestantes.

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A paralisação foi convocada em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência. Movimentos sociais, sindicatos e partidos de oposição afirmam que os projetos em tramitação no Congresso retiram direitos dos trabalhadores. Já o governo do presidente Michel Temer (PMDB) defende as medidas como forma de estimular a geração de empregos e melhorar as contas públicas.

A reforma trabalhista foi aprovada na quarta-feira (26) pela Câmara dos Deputados, mas o texto da Previdência ainda não foi votado. O Senado ainda deverá analisar os dois projetos.

Ao menos três atos estão marcados em diferentes pontos da capital paulista para esta sexta-feira. As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão um ato unificado no largo da Batata, em Pinheiros, marcado para as 17h e que tem como destino final a casa do presidente. Eles são contra as reformas trabalhistas e previdenciária. As vias que dão acesso à casa do presidente Michel Temer, no Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, serão bloqueadas, para impedir a chegada de manifestantes ao local.

Além do das Frentes, os profissionais de educação municipal de São Paulo vão se unir a outras categorias a partir das 16h no vão livre do Masp, na avenida Paulista, região central, também para protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista, agregando à pauta de reivindicações questões relacionadas ao Sampaprev –responsável pela previdência dos servidores municipais.

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