Fiz o Brasil desmanchar e vou me aposentar. É o barbeta da Lava Jato

Por Fernando Brito, Tijolaço

O procurador Carlos Fernando de Souza, mentor e decano da garotada da Lava Jato, volta a deitar falação aos jornais, do alto de sua cátedra de “ciência política” , para dizer que o problema brasileiro é “um sistema político disfuncional”.

Jogue-se fora todas as décadas de estudo sobre economia e sociologia, o problema estrutural do Brasil é a corrupção, não a dependência, o atraso, a marginalização das massas, a drenagem dos recursos naturais, o talhe excludente de uma sociedade de castas, sem mobilidade social – exceto para a microparcela que ascende pelo marajanato estatal – e nada disso.

Há uma nova corrente de política econômica propondo um milagre para salvar o Brasil.

“Precisamos resolver isso. É possível manter um bom desempenho econômico por um, dois, cinco anos por conta de commodities, boom no exterior, entrada de dólares. Mas basta uma queda, e o sistema político disfuncional vai se revelar e desestabilizar a situação.”

Donde precisamenos mesmo é de uma “revolução dos puros” onde os homens “honestos” devam ter, como recomendou a Ministra Cármem Lúcia”, a ousadia dos canalhas. E, acrescente-se, a indiferença dos cínicos.

À testa dela, o um homem implacável, onde a condenação precede i julgamento e a convicção dispensa a prova, Sérgio Stálin Moro, que mandará os “disfuncionais” para a cadeia até que se verguem à lógica de de que Moro é o Senhor e a salvação, o caminho a verdade e a vida.

Em nome desse fundamentalismo, exponenciou-se a dificuldade da economia brasileira: centenas de milhares de desempregados, setores industriais (como o naval) arruinados, um impacto negativo que em 2015 já se calculava em 3,5% do PIB – imagine-se hoje! –  e agora, o nosso “cavaleiro do Apocalipse”,  com o país arruinado, mas muito bem remunerado e com a garantia vitalícia de seus polpudos vencimentos funcionais (ou disfuncionais?) , aos 52 anos, anuncia que está prestes a se aposentar, certamente para tocar uma banca de advocacia bem sucedida, porque “o herói da Lava Jato” cai muitíssimo bem no cartão de visitas.

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É uma versão político-jurídica do clássico de Neville D’Almeida: “Matou a família e foi ao cinema”.

Se o doutor Carlos Francisco quiser saber como é a história, por perguntar ao jurisconsulto Alexandre Frota, fã da Lava Jato, que trabalhou no filme.

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