Encontro Portugal livre da exploração de petróleo exige ao governo uma posição clara

Participantes no encontro exigem que governo clarifique posição e tomam decisões para para aumentar a luta contra a prospeção e exploração de recursos fósseis em Portugal.

da esquerda.net

Realizou-se neste sábado, 11 de março de 2017, em Lisboa, o encontro nacional “Portugal livre da exploração de petróleo e gás”. No final da iniciativa foi divulgado um comunicado subscrito por 12 organizações.

Nesse comunicado, as “organizações da sociedade civil” participantes no encontro anunciam o estabelecimento de “estratégias comuns” para a defesa do ambiente, “em particular das zonas protegidas – sobretudo da nossa costa marítima”, na defesa dos compromissos internacionais assumidos por Portugal e na “revogação dos contratos de prospecção e exploração de gás e petróleo no território nacional”.

Que o Governo clarifique posição

No documento é exigida “uma posição clara e urgente” ao Governo que “parece hesitar entre as lamentáveis declarações da Ministra do Mar em Washington e a firme posição tomada pelo Primeiro-ministro na Cimeira do Clima em Marraquexe”.

As organizações manifestam “enorme preocupação” com a “falta de uma posição por parte do Governo” e com o “adiamento de soluções que defendam o interesse nacional” na proteção do ambiente, “ particularmente em zonas protegidas e que vivem maioritariamente das pesca, do surf e do turismo” e para o futuro do Planeta . Denunciam que os contratos assinados pelo governo PSD/CDS-PP “são ruinosos para o país” e apenas tiveram em conta a “ defesa dos interesses dos acionistas das grandes petrolíferas”.

Criado um “Gabinete de crise”

As organizações participantes assinalam um conjunto de ações que decidiram tomar para aumentar a luta contra a prospeção e exploração de recursos fósseis em Portugal.

Entre as medidas tomadas, assinalam a apresentação de “acções judiciais (no plano local, nacional e internacional) para cancelar os contratos de prospeção/exploração”, o apelo à “participação massiva” na Marcha pelo Clima no dia 29 Abril e a constituição de um “Gabinete de crise” para “preparar atempadamente a reacção ao eventual anúncio da execução do furo ao largo de Aljezur”.

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O comunicado aponta ainda a decisão de “tornar a questão da prospeção/exploração de hidrocarbonetos tema central na campanha eleitoral para as autárquicas” e o reforço da “campanha de informação e esclarecimento junto das populações, que desmonte o discurso dominante, denunciando a falsidade dos alegados ganhos económicos para o país” da exploração dos recursos fósseis.

Segundo a agência Lusa, três palavras resumem o estado de espírito dos participantes no Encontro: Preocupação, determinação e diversificação.

Organizações subscritoras

O comunicado aprovado no encontro “Portugal Livre da Exploração de Petróleo” é subscrito por: ALA – Alentejo Litoral Pelo Ambiente, Associação Peço a Palavra, Climáximo, Coopérnico, Futuro Limpo, PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo (composta por cidadãos, 14 organizações ambientalistas portuguesas e 3 coligações internacionais), Peniche Livre de Petróleo, Preservar Aljezur, Stop Petróleo Vila do Bispo, Tavira em Transição e ZERO- associação sistema terrestre sustentável.

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