Empresário diz que homem da mala era ponte de Temer com setor privado

Ricardo Mesquita, do grupo portuário Rodrimar, disse à Polícia Federal que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o homem da mala, era o “interlocutor de Michel Temer com o setor privado”; “Diante da dificuldade de acesso ao Palácio do Planalto e demais órgãos da estrutura do governo federal, o setor foi orientado a procurar por Rodrigo da Rocha Loures, uma vez que ele realizava a interlocução entre a vice-presidência da república e representantes do setor privado”, declarou o empresário, confirmando ter pedido a Loures “ajuda” para resolver problemas de interesse da empresa; esquema de propinas no Porto de Santos (SP), área de influência de Temer quando era deputado federal na década de 1990, foi trazido novamente à tona pela delação do executivo da JBS Ricardo Saud (à direita)

Do Brasil 247

O empresário Ricardo Mesquita, do grupo portuário Rodrimar, revelou em depoimento à Polícia Federal que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) era o “interlocutor de Michel Temer com o setor privado”.

Loures foi preso na semana passada após ter sido flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em dinheiro. Segundo a PF, o destino do dinheiro era Michel Temer. Mesquita contou ter conhecido Rocha Loures quando o ex-deputado era assessor de relações institucionais da vice-presidência, segundo reportagem da Época.

“Diante da dificuldade de acesso ao Palácio do Planalto e demais órgãos da estrutura do governo federal, o setor foi orientado a procurar por Rodrigo da Rocha Loures, uma vez que ele realizava a interlocução entre a vice-presidência da república e representantes do setor privado”, declarou o empresário, confirmando ter pedido a Loures “ajuda” para resolver problemas de interesse da empresa.

A Rodrimar tenta prorrogar concessão de operação no Porto de Santos obtida antes de 1993. “Segundo o declarante tomou conhecimento, será editada uma medida provisória ou um projeto de lei visando suprir especificamente essa lacuna do marco regulatório quanto aos terminais pré-93”, diz relatório da PF.

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Esquema de propinas no Porto de Santos (SP), área de influência de Temer quando era deputado federal na década de 1990, foi trazido novamente à tona pela delação do executivo da JBS Ricardo Saud.

Na época, foram firmados contratos com suspeitas de irregularidades. Em seu depoimento, Saud disse que Rocha Loures sugeriu o nome de Ricardo Mesquita para receber propina que seria destinada ao peemedebista.

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