Eles querem a carne fraca do povo

Por Fernando Brito, Tijolaço

É de fria crueza a matéria publicada no Financial Times hoje.

Reconhece que, no Brasil, “os dados econômicos continuam a deteriorar-se , enquanto a incerteza política continua aguda. O desemprego ainda está subindo e chega a 13%, e o PIB ainda está em declínio. Em ambos os casos, a taxa de declínio diminuiu, o que é importante, mas a economia não deverá crescer até o final do ano.”

Mas também registra que o “rali” de lucros do mercado “foi alcançado”. “O mercado de ações subiu 39 por cento (…) de longe o mais forte desempenho de qualquer país no universo dos mercados emergentes que atraiu facilmente os maiores fluxos de dinheiro dos investidores estrangeiros” para a especulação financeira.

O jornal reconhece o grau de arrocho imposto às despesas púbicas –  “A Constituição do Brasil foi alterada para exigir que o governo reduza as despesas de 20% a 15% do PIB na próxima década” – e diz que o “establishment político está agora empenhado em reduzir o nível das despesas governamentais que, segundo ele, vêm esvaziando o setor privado”, embora não se possa juntar, claro, bananas com laranjas.

E aí vem a faca, afiada, em cima das aposentadorias.

Felizmente, um teste decisivo está em andamento. As negociações para a reforma das pensões estão chegando a um ponto. Nenhuma reforma é mais importante. Alcançar os cortes federalmente impostos nos gastos será impossível sem mudar drasticamente os direitos de pensão. A última tentativa de reforma das pensões, há quase 20 anos, falhou por um voto; Se este esforço falhar, poderia ser um tempo antes que haja outro. E o fracasso agora também prejudicaria o impulso político do governo para outras reformas.

E o grande perigo para eles continuarem a ter nossas veias abertas para o sangramento:

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Os investidores interessados ​​no Brasil devem acompanhar as manchetes sobre a reforma das pensões. Com sucesso, os ativos brasileiros devem continuar seu rali. Com o fracasso, e com as eleições confusas iminentes, pode ser hora de cortar novamente mais uma vez.

O nome da “confusão” é Lula, que ameaçou – e brandamente – fazer deste país algo mais do que um cassino internacional, onde o trabalho do povo brasileiro é devorado por esta gente.

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