Depois do “pega-ratão” de Loures, o outro sentido de “pinguela”

por Fernando Brito, Tijolaço

Meu amigo Hayle Gadelha provoca:

-Você sabe o que é pinguela?

– Ora, é claro que sei, pontezinha improvisada, de prancha…

– É, mas você que teve o cuidado de ver que o pega-ratão do advogado do Rocha Loures, ontem, é também “pegadinha”, treta, deveria ficar com o dicionário sempre ao lado…

Como a curiosidade mata o gato mas dá vida ao jornalista, fui ao Houaiss meio troncho já, e vi que o pinguela “ponte tosca” é só a terceira acepção registrada.

Às duas primeiras, transcrevo, às risadas:

1.pequeno pau com auxílio do qual se arma laço para pegar aves; 2. gancho usado na armação de ratoeiras.

Pois não é que, como o tal “pega-ratão” do Loures,  o outro sentido é melhor que o que se depreende à primeira vista?

Temer está mesmo com cara de pinguela dicionaresca para os tucanos.

O milho do Governo e o alpiste eleitoral de 2018 os fizeram entrar e agora, ainda creem que podem sair antes que a arapuca se feche, como se o PMDB fosse feito de bobos que se prestam a alimentar tucanos sem querer deles nada além de sincera amizade…

E o Fernando Henrique Cardoso e o Tasso Jereissati tirando “onda” de que “somos apenas ficantes”…

Por isso, estou de acordo em gênero, número e grau, com o que escreve Rodrigo Almeida, no Poder360:

Desse jeito, os caminhos erráticos do PSDB com a sua social-democracia parecem se tornar um problema menor (como já pude escrever aqui, o PSDB é o único partido social-democrata do mundo que não acredita no Estado, abomina sindicatos e dialoga muito mal com movimentos sociais). Com os últimos movimentos, os tucanos se mostram aplicados na tentativa de brigar contra a própria imagem: chegarão a 2018 ou abraçados a um governo cheio de máculas ou com a pecha de terem sido os maiores aliados de um governo que não terminou.

Os punhos de renda do tucanato, que eles faziam questão de alegar imaculadamente brancos, estão enlameados inescapavelmente.

Leia::  O Brasil que não pode dar certo. Por Nilson Lage

E não se pense que o descarte de Aécio Neves, agonizando em seu exílio, vai salvá-los. Aquele profeta do gravador disse que ele ia ser “o primeiro a ser comido”. O primeiro, não o único.

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