Cantanhêde bate o próprio recorde de sabujice ao defender a volta de Temer ao Jaburu

Cantanhêde
por  Kiko Nogueira, DCM

Em sua última coletiva de imprensa, Barack Obama falou aos jornalistas: “Não se espera que vocês sejam sicofantas. Vocês supostamente devem ser céticos, vocês devem me fazer perguntas duras”.

Obama não conheceu Eliane Cantanhêde.

Em novembro passado, naquele Roda Viva patético com Temer em que ele agradeceu a “propaganda”, Cantanhede fez uma participação inesquecível num vídeo idiota do âncora cujo nome ninguém mais se recorda.

“Ele foi muito bem. Muito equilibrado e muito afirmativo. Não recusou nenhuma pergunta”, contou ela, serelepe. “Ele está escrevendo um romance. E olha, cá pra nós, aqui baixinho, que ninguém nos ouça: de romance o presidente entende, hem?”

Era difícil imaginar que pudesse descer mais na sabujice. Em fevereiro, no entanto, ela foi além.

Publicou no Estadão o relato de uma conversa com Michel. “Temer está muito satisfeito com os dados da inflação, juros, contas públicas, arrecadação e emprego em São Paulo”, começava.

“É a confiança de volta”, disse-lhe o homem. “E a sua popularidade, presidente?”, quis saber a colunista. “Ela virá!”, ele respondeu, “com um sorriso enigmático e uma exclamação”.

“Uma coisa, porém, é certa: o alívio de Temer com a normalidade das ruas”, escreveu Eliane, às portas do Carnaval do Fora Temer. A íntegra dessa pérola está aqui.

Poderia ela se superar? Claro!

Cantanhêde bateu seu recorde na quarta, dia 1º. Quem levantou a bola foi Fernando Brito, do Tijolaço.

Ao longo de intermináveis 8 minutos, ao lado dos colegas da GloboNews meio consternados, meia calabresa, ela se pôs a defender as razões do amigo Michel para desistir de viver no Palácio da Alvorada onze dias depois de se mudar para lá.

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O sujeito gastou mais de 20 mil reais numa rede de proteção para o filho, fez mudanças na decoração histórica, alterou a fachada, mas não vai ficar. Volta ao Jaburu.

Esse é o farsante que prega austeridade.

Mas, para Eliane, a questão é que falta “aconchego” ao local. “Não vai dar para a primeira dama fazer um chazinho”, diz ela. As reformas “não foram feitas especificamente para Michel Temer, mas fazem parte da manutenção periódica”. E por aí vai.

Ao final de sua louca cavalgada, ela ao menos reconhece: “Eu não sei, estou aqui chutando”.

É uma vergonha, um acinte, mesmo para os padrões do novo normal brasileiro. Quando seu sobrinho estiver em dúvida sobre que profissão seguir, mostre o solo de Eliane se quiser que ele risque o jornalismo das alternativas para todo o sempre.

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